domingo, 5 de agosto de 2012

Eu quase sempre


tenho a sensação de que as coisas estão completamente erradas comigo. Eu sou e sempre fui péssima em relação a qualquer assunto voltado a relacionamentos. Sempre uma romântica irremediável, sempre uma garota apaixonada pelo meu próprio amor, mas sem nunca encontrar alguém que mereça de fato ser chamado de meu amor. Mas nesses últimos tempos, muitas coisas aconteceram comigo, e hoje, bom, tenho visto as coisas sob uma perspectiva diferente, mas que nem eu mesma sei defini-la. As vezes eu acho que o problema de tudo sou eu mesma, outras eu tenho certeza. Mas sabe, por mais tímida que uma pessoa seja, se ela de fato se interessa ou gosta de outra pessoa, ela não tenta?
Por mais que a resposta seja incerta, o não já existe não é? É o que eu sempre achei, mas, não sei. Se meu coração falasse ele me xingaria, com certeza.e se ele fizesse algo a mais do que bater para pulsar o sangue, ele me bateria.  Afinal, eu sofro sem motivos, eu choro sem razão, e eu nunca tento, nunca falo, sempre espero e sempre sonho.
Eu sou tão absurdamente idiota que não sigo os meus próprios conselhos, por mais que eu saiba o que devo/preciso fazer, eu não tento. E no fim desisto. E assisto da platéia a peça que eu mesma escrevi.
Não é difícil me conquistar, ta, eu diria que não houve uma tentativa de conquista, simplesmente aconteceu, e agora eu não posso fazer nada, eu não consigo fazer nada. Lidar com sentimentos sempre foi uma coisa tão ridiculamente difícil pra mim, que me pego tentando incessantemente buscar respostas pras perguntas que nunca fiz.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Não sei dizer


 quantas vezes eu disse que não amaria mais, mas eu nem se quer tenho certeza as vezes que disse que amei. Sei que sofri terrivelmente em cada término, como se aqueles fossem os últimos momentos da minha vida. Eu esbravejei e me senti o ser humano mais azarado que já viveu neste planeta, chorei horas trancada no quarto enquanto me perguntava: “Porque ela? Porque não eu? Porque não eu? Porque não eu? Porque nunca eu?”. Mas é uma delicia saber que passa, sempre passa. Não passou ainda, mas vai passar.  Por isso eu amo, e me perco, e me acho, e ressucito mil vezes com a alegria de quem viveu apenas uma vez. Mário Quintana escreveu: “É tão bom morrer de amor e continuar vivendo”, eu concordo.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dizem que o cérebro


 humano é capaz de enxergar a si mesmo 5x mais bonito do eu de fato é. E fico me perguntando o quanto horrível eu sou. Olho pras minhas amigas e vejo o quanto elas são bonitas e magras e o quanto todos parecem gostar mais delas. E querer a companhia delas do lado. Quanto a mim? Sou apenas aquela amiga gordinha e divertida, que sempre ta lá, mas que nunca ninguém se importa de fato, alguém que ninguém quer conhecer.

As vezes eu tento me ver melhor, e que talvez eu não seja tão gorda assim, mas quando penso melhor, vejo que eu estou iludindo a mim mesma.

Maldito conceito dessa merda de sociedade que diz que para alguém ser bonito, tem queser magro. Merda de vida, não quero ir gorda assim pro Mackenzie, não quero.
Não que eu deseje ser a garota desejada, ou a gostosa, eu só                 queria que as pessoas olhassem pra mim e vissem que eu tenho muitas coisas interessantes, e muitas qualidades que podem fazer alguém feliz. Queria que pelo menos alguém descente, alguém que seja legal, possa  se interessar por uma garota como eu, e possa amá-la, e amar, porque ela é alguém que o faz rir, porque ela é alguém que sabe se impor e mostrar sua opinião, mostrar o que pensa e mostrar  como se pode ser feliz.

Mas não, o mundo tem que insistir em falar que as mulheres dever ser magras, que os homens só devem ter atração por esse tipo de garota. Cansei.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

E eu sonhei


Sonhei que eu tinha novamente 9 anos e tudo era perfeito. Era meu primeiro mês em uma escola nova. Eu usava uma camiseta amarela e um shorts verde, enquanto todas as outras crianças usavam uniforme.
Eramos em 6 alunos, uma loirinha de rabo de cavalo, um japonesa, uma morena de cabelo cacheado, um garoto alto com uma voz de locutor, um garoto com uma cicatriz no cotovelo e eu, uma garotinha de cabelos castanhos e lisos.
No sonho nós fazíamos "fichas" com exercícios que a professora Simone nos passava. Lembro-me perfeitamente do cheiro daquele lugar. Lembro-me de que o sinal para o intervalo eram musicas da Enya.
Enquanto faziamos fichas, nós cantavamos e conversávamos, e o exercício saia naturalmente.
Um garoto acaba de anunciar um filme com sua vóz de locutor e todos riamos."

Acordei, chorando pelo bom sonho ter acabado. Tenho hoje 19 anos, mas ainda me lembro de cada lembrança. E sei que jamais esquecerei.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu

sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com essa dor. Vai passar não é? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu entre nós.