quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Eu estou confusa

 Nunca fui extremamente insegura, mas ultimamente isso tem ocorrido com muita frequência. Há quem diga que eu não me vejo como deveria. Mas sempre quando acreditamos que estamos bem com nós mesmos, aparece alguém pra mudar tudo. Alguém que faz com que você se sinta especial, alguém que te trata de um modo diferente e então você não sabe até onde você deve acreditar e até onde deve barrar tudo isso.
  Perdi a noção do que eu realmente quero pra mim agora. To dividida entre curtir todas as festas da faculdade, mas ao mesmo tempo na ideia de ter alguém pra dividir o que eu tenho de bom, o pouco que tenho de bom, e o muito que espero alcançar.
  Mesmo que não seja "pra sempre", mesmo que seja só pra aprender. Mesmo que eu tenha que adaptar e recapturar pontas perdidas de de planos que eu fiz pra mim e que não cumpri. Mesmo que isso tudo não dê em nada, que ei me frustre, chore ou o que quer que seja. 
  Eu só queria ter certeza de todas essas coisas que eu to sentindo, pra finalmente poder dizer de boca aberta e em alto e bom som: "EU ESCOLHI!" "ESSA É MINHA ESCOLHA, MINHA DECISÃO E QUALQUER CONSEQUÊNCIA É MINHA RESPONSABILIDADE".
   Mas ainda tenho medo, são 4 anos sem ter nada sério com alguém, já fui muito machucada uma vez e não quero Odiar a história de um amor frustrado, onde eu me decepcionei tanto com a pessoa que ainda dói olhar pra traz e ver o quando alguém destruiu a minha inocência, simplesmente por ser um idiota. Isso não se faz, ninguém tem esse direito.
   E essa é a minha situação, confusa e com medo de escolher, se cada escolha tem uma consequência, eu quero a melhor consequência pra mim.

domingo, 7 de outubro de 2012

Não importa


o quanto eu finja ou diga pra mim mesma que esta tudo bem. Quando se começa alguma coisa sem segundas intenções e se deixa envolver pelo momento, já era. Nunca imaginei que conhecendo mais os defeitos do que as qualidades, mais as coisas ruins do que as boas, fosse possível se apegar a alguém, mesmo tendo absoluta certeza de que esse alguém não te merece, e mesmo assim...
E agora, a realidade conflitante daquilo que eu deveria fazer, aquilo que eu quero fazer e aquilo que realmente é me atinge em cheio, e dói. Dói saber que me faz falta falar com alguém que se tornou importante, dói relembrar e pensar em tudo o que aconteceu e saber que não posso voltar e mudar nada. Dói ver que aceitei tudo o que eu sempre abominei, fiz o que nunca imaginei fazer e que fiz, obviamente faria tudo de novo. As vezes fazer coisas proibidas faz bem. Mas o que me incomoda mesmo é a apatia, é a falta de preocupação, é o maldito “não ir falar”.
É complicado saber que o grau de importância que se da a uma determinada pessoa não é o mesmo que se recebe, que a necessidade de conversar é diferente, essa despreocupação, essa maldita indiferença que faz com que eu me sinta como se eu nunca tivesse existido. Não sei ate que ponto eu misturo as coisas que eu imagino de pior e as que eu espero de melhor se confrontam. Já nem sei mais se o que eu penso agora é o que eu realmente penso da situação toda no geral. Mas sei que no meio de toda essa situação conflitante e confusa, existe uma garotinha completamente perdida em seus próprios sentimentos sem saber o que fazer, sem ter um chão ou um porto seguro para enfrentar as situações que ela mesma se colocou. Existe alguém esperando atitudes que jamais serão tomadas, esperado noticias que jamais serão informadas, e principalmente, esperando por alguém que jamais virá.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Se eu pudesse reviver


tudo de novo, o faria. Pouco tempo, sem nem se quer conhecer inteiramente, não foi preciso, gostei do que conheci e o que quer que venha a seguir, sempre terá a acrescentar. Seu lado obscuro me fascinou, me fez ver além do que eu vivo e muito além daquilo que eu esperava um dia conhecer e acreditar. Nunca fui proibida de chegar perto de alguém, até agora, e por mais masoquista que isso seja eu gosto da ideia  a ideia e proibir algo que foge do controle de todos, algo que ninguém pode efetivamente mandar, controlar ou impedir os sentimentos e pensamentos de ninguém.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vivo do que

me fere. Vivo daquilo que, apesar de me entorpecer, é o que mais me fortalece. Faço morada no "apesar de tudo".
Sou tão pequena, mas não me alcanço. É que eu tenho um viver tão maiúsculo. Sou tão , na verdade, que ninguém desconfia. Mas, também, sou tão leve e tão desavisada, que me encaixei, devagarzinho, no amor de alguém. Logo eu que achava que amar é fácil, quase não me lembrava sobre todo o torpor que o desatar dos afetos causa na gente. Será que você pode, por favor, me olhar nos olhos e me resgatar desse engano?

domingo, 2 de setembro de 2012

Se eu disser

que estou completamente confusa, bom não seria novidade nenhuma.
O engraçado é a circunstancia, quando eu já estava aceitando que ainda há muitas coisas que eu preciso viver antes de qualquer relacionamento aparece alguém que faça com que eu mude meus planos, minha forma de pensar, meu jeito de olhar o mundo. Alguém que tem a facilidade de fazer com que eu me deixe levar por cada situação. Alguém que em tão pouco tempo mudou meu eu. Teve a facilidade de fazer com que eu me entregasse a algo que certamente vai me fazer mal, porque eu sei que vou sofrer. Minha intensidade na forma de levar as coisas, de viver, de amar, de me permitir, vai além daquilo que é de fato sensato.
Algumas pessoas não tem e não terão a oportunidade de se entregarem tanto, de viver da mesma forma que eu. Não me arrependo dos meus atos, das minhas atitudes, das minhas escolhas. Acredito que todas as experiencias que eu vivenciei até o presente se fizeram necessárias, mas ainda que a vida me mostre o quanto eu tenho a aprender com meus erros, ela me permite errar e aprender  ainda mais. Algumas pessoas passam em nossas vidas com o objetivo de uma forma ou de outra nos fazerem crescer, nos ensinarem a viver de um modo diferente.
Estar confusa hoje, me mostra o quão complicada foi minha caminhada até aqui. Quantas perguntas não me foram respondidas de forma que eu conseguisse realmente compreender os motivos pelos quais eu deva ou não agir de determinada maneira. Ele me deu isso. Me fez perguntas sobre coisas que eu dizia acreditar mesmo sem saber explicar e me mostrou que existem outros caminhos. Não sei ao certo quanto isso teve impacto sobre mim. Mas sei que não me arrependi e que viveria tudo outra vez.